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Manuseio de Espelhos

Dicas para Vidraçeiros




1. Recebimento

Examine os espelhos no momento da recepção. Caso haja alguma suspeita de umidade em seu interior, separe as chapas para que sequem o mais rápido possível.
Atenção: espelhos embalados em caixas e transportados por via marítima ou cuja carga tiver sido sujeita a grandes diferenças de temperatura devem ser desembalados o quanto antes para que qualquer umidade que tenha surgido entre as chapas evapore.

2. Utilização de EPIS

Todo e qualquer processo que envolva o manuseio ou o beneficiamento de espelhos devem ser feitos com a utilização de EPIS.

3. Manuseio

Ao manusear o produto, priorize técnicas que evitem a ocorrência de danos nas superfícies e bordas do espelho, como riscos ou trincas.
Use sempre luvas limpas para manusear o espelho.

4. Armazenagem

O ambiente de armazenagem deve estar isento de poeira, umidade, raios solares diretos, produtos químicos e de produtos comuns de obra, tais como cimento, cal, gesso e cola.

Carrinhos, cavaletes ou paliteiros são estruturas apropriadas para a armazenagem e transporte de espelhos desde que inclinados entre 4º e 6º graus em relação ao plano vertical e apoiados sobre piso ou superfície regular. Estas estruturas devem estar limpas, dimensionadas para o tamanho das peças e revestidas em sua área de contato com materiais macios (borracha ou feltro), sem a presença de pregos, parafusos, fragmentos de vidro ou materiais que possam danificar as arestas e superfícies do espelho.

As peças de espelho devem ser intercaladas e, para isso, recomenda-se o uso de intercalantes que não absorvam umidade, macios (como espuma de borracha, fitilho plástico ou papel de seda) e que não ataquem o espelho.

Não devem ser usados intercalantes próprios para o vidro, como a lucita.

Nunca utilize jornal como intercalante de espelhos.

Nunca armazenar peças deitadas ou em contato direto com o chão.

Peças finalizadas e peças apenas cortadas não devem ser armazenadas conjuntamente, pois os fragmentos oriundos do corte podem contaminar as peças já prontas.

5. Transporte
Sempre transportar as peças ou chapas enlonadas, evitando assim a ação da umidade e o choque de partículas de alta dureza com o espelho.

Nunca transportar as peças deitadas.

Os cavaletes devem ser apropriados com calços de borracha, devem estar bem fixos à carroceria do veículo e esta, por sua vez, em bom estado, sem pregos ou outros materiais pontiagudos e sem furos que permitam a passagem de detritos.

As peças de espelho devem, assim como no armazenamento, serem transportadas intercaladas.

6. Substrato

Verifique a planicidade do substrato para não se permitir deformações que geram distorção óptica ao espelho.

Não instale espelhos em paredes úmidas e/ou aquecidas, sem prévio tratamento da mesma.

Se o substrato for de alvenaria, recomenda-se, no mínimo, duas semanas de cura deste material antes da instalação de espelhos.

Não é permitida a utilização de materiais que absorvam umidade, como madeira, cortiça, flanela, tapete, jornal, mantas de polietileno e outros.

NOTA –
Caso exista a necessidade de utilizar madeira como substrato, recomenda-se a utilização de madeira tipo MDF ou similar, desde que não absorva umidade.

7. Instalações

O espelho possui um comportamento quanto à segurança de quebra similar ao dos vidros recozidos (float ou comum), salvo espelhos de segurança.

Em espelhos de bordas expostas, estas devem ser lapidadas ou filetadas.

Em toda aplicação de espelho, deve existir preferencialmente uma folga mínima de três milímetros entre o espelho e o substrato, para permitir uma boa ventilação e circulação de ar.

Entre peças de espelhos ou entre uma superfície e a borda do espelho deve existir uma folga mínima de um milímetro.

Iluminação quente tipo spot, quando focada diretamente ao espelho, pode gerar danos à camada de prata ou até trincas.

São mais susceptíveis à oxidação espelhos aplicados em saunas, banheiros, piscinas, ou em quaisquer ambientes que tenham um alto índice de umidade e/ou atmosfera corrosiva.

NOTA –
Em espelhos finos (de 2 e 3 mm), para evitar qualquer eventual distorção óptica inerente ao estiramento da chapa de vidro float no processo de fabricação, as peças devem ser cortadas de modo que, quando aplicado o sentido da estiragem do float, este fique na horizontal.

8. Filetagem

Recomenda-se a utilização de máquinas automatizadas apropriadas a este trabalho em vez da realização do trabalho manualmente.

Ao usar lixadeira de fita ou rotativas, não atuar no sentido em que possa haver remoção da pintura. O sentido correto de aplicação da rotação deve ser favorável à pressão da camada de tinta e a um angulo de inclinação de 45º.

Inicie o processo com lixas de grana 120 e finalize com lixas de grana 320.

Verifique a temperatura no processo, esta não deve ser superior a 150 ºC.



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